segunda-feira, 30 de julho de 2012
Primeiro a gente morre de amor depois a gente morre de dor.
Eu vou fechar as portas, vou trancar as janelas, vou acender as velas, vou velar o amor que passou, o amor que se foi, me deixou em pedaços, me fez transbordar um riacho de tanto chororô...
Depois vou mudar o meu gosto, e vou gostar do que é oposto, pra ver se ganho meu posto partindo do pressuposto de que eu ainda tenho um bem querer...
Não vou dizer quem eu sou, nem vou contar a minha dor, só vou dizer não senhor, não se sinta a vontade, que eu não tenho vontade de te conhecer de verdade...
Vou querer ser anormal, vou destruir a moral, vou acabar com o ideal, vou evitar ser legal, vou cobiçar o material, vou parecer ser banal...
Volúpia, vou matar minha dor.
Eu deveria querer sossego! Mas como sossegar se mais parece um liquidificador batendo tudo por dentro? A minha vontade é de chutar o pau da barraca e sair por ai dando uma de dar sem medo, mas não é do meu feitio. Eu quero mesmo é me curar, só que pra isso não tem Mertchiolate, nem Sonrisal não tem Engove antes nem depois que dê jeito, fica tudo exposto ao tempo, e eu duvido que nessas horas o tempo passe ligeiro.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Eu sei que a felicidade é um estado de espirito único, pessoal e intrasferível, ouço dizer o tempo todo que ninguém pode buscar a felicidade no outro se não achar ela dentro de si, e já acreditei por diversas vezes ter o poder de fazer as pessoas a minha volta mais felizes, mas hoje eu queria dizer que não sei, não acredito em nada que já ouvir dizer sobre coisa alguma, porque realmente me sinto tão feliz ao lado dele. Não que seja triste quando ele não está, mas é como se não existisse o não estar ao lado dele, pois eu o levo á todo momento, em todo lugar, e é tão estranho me imaginar assim, vulnerável a milhares de mudanças, mudanças essas que confundem ou esclarece, que transforma e amadurece que estabiliza e esmorece que se cala sem falar nada, que deixa tudo em paz e parece que é guerra. A cabeça que não para nunca fica rodopiando procurando sarna, sarna pra se coçar, como diz o velho deitado, pois tudo que coça incomoda, e o que incomoda nunca se esquece, e o medo de ser esquecida é tão louco quanto o medo de estar procurando a felicidade no lugar errado, da maneira incorreta, do jeito que todo mundo sempre diz que não está certo se fiar.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Relatividade
O início é uma inspiração, o meio é declaração, o fim é um desabafo.
O início é uma declaração, o meio é inquietação, o fim é um descanso bem dado.
O início é uma inquietação, o meio é um marasmo total, o fim é outro passo.
O início é o outro passo, o meio é a montanha russa, o final é a queda de braço.
O início é a montanha russa, o meio é uma inspiração, o fim é uma declaração.
O início é um descanso bem dado, o meio é a queda de braço, o fim é um marasmo total.
...
O início é uma declaração, o meio é inquietação, o fim é um descanso bem dado.
O início é uma inquietação, o meio é um marasmo total, o fim é outro passo.
O início é o outro passo, o meio é a montanha russa, o final é a queda de braço.
O início é a montanha russa, o meio é uma inspiração, o fim é uma declaração.
O início é um descanso bem dado, o meio é a queda de braço, o fim é um marasmo total.
...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Chuviscando!
Passando de um lado para o outro, eu vejo os dois lados,
Lado a lado...
Percebo,
está calado...
Tentando achar um só lado, mas sempre falta um pedaço,
“eu queria tanto encontrar, uma pessoa como eu...”.
Parece que não faz sentindo encontrar sentido no que estou sentindo.
É até engraçado o trocadilho, mas não tem nenhuma graça dentro da lata,
Quem está em pedaços consegue achar graça?
Eu já fui palhaço, agora sou acrobata,
Dou mil cambalhotas pra seguir em pé,
Pois é,
“se eu peco é na vontade...”.
Mas já fui consciente de verdade,
Agora insisto em explicar o inexplicável,
Só pra fazer sentido o tanto que insisto,
nessa relação.
Lado a lado...
Percebo,
está calado...
Tentando achar um só lado, mas sempre falta um pedaço,
“eu queria tanto encontrar, uma pessoa como eu...”.
Parece que não faz sentindo encontrar sentido no que estou sentindo.
É até engraçado o trocadilho, mas não tem nenhuma graça dentro da lata,
Quem está em pedaços consegue achar graça?
Eu já fui palhaço, agora sou acrobata,
Dou mil cambalhotas pra seguir em pé,
Pois é,
“se eu peco é na vontade...”.
Mas já fui consciente de verdade,
Agora insisto em explicar o inexplicável,
Só pra fazer sentido o tanto que insisto,
nessa relação.
sábado, 6 de agosto de 2011

Agentes do caos
Muita gente fala
O que não quer tentar saber
Muita gente ouve
Sem saber o que dizer
Metaforizado pelo tempo
Sem prazer
Quem se importa com que faz
Ou que deixa de fazer
Loucos infiltrados
Todos enjaulados
Achavam que eram livres
Na verdade controlados
Sistema errado
Ficou travado
Desativado pela falha e pelos fatos
Inoperado
Quando falam quantos calam
Quando não quer mais ouvir
Tolos param
Outros acham que informar irá ruir
Garantir resistir
No mundo infectado
Exploração na formação
Do ser humano limitado
Impactado
Em novas formas de sobrevivência
O padrão do mundo alto
Subestima toda inteligência
De quem pensa
De quem tenta
De quem faz a força por estar aqui
Vivo
Rindo de você
Vindo de você
Um falso mistério
Um novo progresso
De mentiras e processos
Novos elos
Se formando na cadeia
Em um ritmo frenético
Genético
Rente ao colapso
A ciência em seu mundo eco frágil
Gente no espaço
A busca pelo velho sonho caro
Raros fatos de consciência racional
Transitando e transmitindo sem critérios
De forma desigual
Natural como todo agente deve ser
Revela ser
Revela-se
Imortal
É registrar e realizar
Sem deixar viver.
Autor: Mc Uamiri Marques
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Quem inventou o amor com certeza nunca amou

Contei nos dedos, mas os dedos acabaram,
Perdi as contas, mas os números são infinitos,
Quantas vezes ouvir dizer que amor é um só!
Mas se for, a minha chance acabou?
Ou eu nunca amei de verdade?
Sou ator invento histórias pra sobrepor a minha dor
Perdão, eu ainda não disse o que me afligi hoje.
Tirar sem autorização o meu poder de decisão, só estando louca eu!
O coração...
Não quero outro que me derrube desse jeito, eu nem tenho mais jeito, trejeito, e rejeito a satisfação.
Por mai que eu entenda que vale a pena ser livre e se jogar de cabeça, flutuar sem noção, eu não quero outra vez essa invasão.
Se é que me entende...
Perdi a emoção, prefiro a ingratidão do amor acomodado, que até se sente aliviado quando se encontra calado, não ter que contar mais nada, nem mesmo inventar piada, não cair mais em cilada de quem se mostra por nada.
É... Prefiro a ingratidão.
Anteceder a decepção,
Preceder a concepção.
domingo, 24 de julho de 2011
O relógio marca o tempo, a hora, os minutos,
sem exatidão corre os segundos,
e antes que eu pense...
Passou.
Passa depressa, mas sem pressa,
corre porque já foi à hora,
o tempo que espero me deixou.
Parada, pregada, dependurada estou,
na parede branca do corredor.
O ponteiro apontou um ponto pontuando minha posição,
sem ser exato porque não vejo a hora,
não sei esprar a demora.
Assinar:
Postagens (Atom)
